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Estudo da Fiocruz vai acompanhar pacientes com Covid longa

A Fiocruz Minas vai monitorar pessoas que desenvolveram sequelas após a infecção pela doença; objetivo é verificar alterações no sistema imune e no sangue devido a Covid-19

A Fiocruz Minas, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte (SMSA-BH) e o Ministério da Saúde, inicia, nesta terça-feira (02/04), um estudo que vai acompanhar pessoas que tiveram o diagnóstico de Covid-19 e desenvolveram sequelas após a infecção. Trata-se do Monitoramento Fiocruz Vita, que tem por objetivo caracterizar o perfil imunológico e hematológico dos pacientes, verificando alterações no sistema imune e no sangue devido à doença, bem como os danos teciduais, e a relação dessas alterações com as condições pós-covid.

“As condições pós-covid são sintomas que permanecem ou surgem a partir de quatro semanas após a infecção por Covid-19, tais como alteração no olfato e paladar, cansaço, fraqueza, tosse, alteração de humor, queda de cabelo, dificuldade de concentração, entre outros. Embora tenha havido avanços na compreensão da epidemiologia e dos fatores que contribuem para as sequelas, muitas informações ainda precisam ser mais bem compreendidas e, dessa forma, o acompanhamento desses pacientes é fundamental. Além disso, algumas condições permanecem por meses após a infecção inicial, exigindo um tratamento adequado”, explica a pesquisadora Rafaella Fortini, coordenadora do estudo.

Assim, além do monitoramento das condições pós-covid por meio de exames laboratoriais, os participantes da pesquisa passarão por tratamento multiprofissional, que será realizado por meio das equipes da SMSA-BH, através de um fluxo pré-determinado. Os dados gerados durante o estudo vão auxiliar os gestores e órgãos de saúde a definir protocolos de atendimento, diagnóstico e tratamento para as condições pós-covid.

Para participar 

Podem participar da pesquisa crianças maiores de cinco anos e adultos de qualquer idade. É preciso que os participantes morem em Belo Horizonte e não tenham sido internados em UTI/CTI com necessidade de suporte ventilatório. Os interessados em participar devem preencher o formulário online no site da Fiocruz Minas. Após o preenchimento, a equipe do Monitoramento Fiocruz Vita entrará em contato para informar sobre as próximas etapas.

Os pesquisadores vão acompanhar os participantes durante 18 meses, por meio de encontros presenciais, que acontecerão no Centro de Saúde Carlos Prates. Ao todo, serão cinco consultas, sendo uma primeira para a inclusão dos participantes no estudo e, depois, mais quatro nos tempos de 1 mês, 3, 6 e 12 meses após o primeiro encontro. “Dentro de 12 meses, vamos analisar as relações desses marcadores do sangue com as condições pós-covid. Mas o monitoramento se estenderá até 18 meses, para verificarmos se o tratamento foi concluído, se a pessoa se curou ou se ainda se ainda há alguma queixa. Assim, teremos um perfil completo das condições dos participantes”, afirma Fortini.

Por: Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)
Edição: Yara Aquino

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