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Construção naval é a nova protagonista da TranspoAmazônia 2027

A nova edição do megaevento chega ainda maior e com espaço também dedicado à inovação

A quarta edição da TranspoAmazônia, marcada para os dias 19 a 21 de maio de 2027, no Centro de Convenções Vasco Vasques, em Manaus, muda de tamanho e de rosto. Depois de consolidar-se como a maior feira de transporte e logística do Norte do País, o evento passa a se chamar oficialmente Feira e Congresso Internacional de Transporte, Logística e Construção Naval. E é justamente a indústria naval, um dos pilares históricos da economia amazonense, que assume o papel de grande destaque da programação de 2027. A novidade foi divulgada no lançamento oficial da nova edição, reunindo empresários, autoridades e imprensa.

A decisão, segundo a organização, responde a uma demanda direta do setor produtivo. A construção naval junto à cabotagem sustentam a navegação fluvial que abastece o País até o interior do Amazonas e, de acordo com levantamentos do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), do Governo do Amazonas e de outras instituições públicas e privadas, a região abriga a maior indústria naval autônoma do planeta.

Somente no Estado, são mais de 300 estaleiros de diferentes portes e uma frota de cinco mil embarcações responsáveis por 95% do abastecimento de produtos essenciais aos municípios amazonenses, além do transporte de passageiros. Em Manaus, os estaleiros ocupam 20% da orla da cidade — um retrato de peso de um dos maiores polos navais do país.

Setor em expansão, com investimento federal de volta à mesa

O momento é favorável. Com a retomada dos financiamentos do BNDES e do Fundo da Marinha Mercante, a Região Norte recebeu R$ 406,7 milhões em investimentos nos últimos três anos, volume que resultou na entrega de 70 embarcações. Entre elas, unidades produzidas no estaleiro Juruá, em Iranduba, que teve a presença do presidente Lula em maio deste ano. Dados do Sinaval de 2023 estimam o faturamento anual do polo naval do Amazonas em cerca de R$ 2,5 bilhões, com 233 obras contratadas, número que coloca o estado entre as lideranças do segmento no Brasil e na América Latina. O setor já emprega mais de 15 mil pessoas diretamente apenas no Amazonas, com potencial de crescimento em toda a região.

Para o presidente da Federação das Empresas de Logística, Transporte e Agenciamento de Cargas da Amazônia (Fetramaz) e idealizador da TranspoAmazônia, Irani Bertolini, incluir a construção naval na programação de 2027 é também uma forma de transformar em política pública algo que já é vocação histórica da região.

“O Amazonas tem, historicamente, a vocação natural e todas as condições de liderar esses setores no continente. Com a inclusão da construção naval na TranspoAmazônia 2027, queremos colaborar com o setor público, a sociedade e tirar do papel projetos para desenvolver o estado, gerar emprego e renda de modo sustentável, sem derrubar nenhuma árvore”, afirma Bertolini, lembrando que embarcações fabricadas no Amazonas já operam em todo o Brasil, do setor petroleiro ao transporte de grãos e minérios.

Cabotagem entra no radar da nova edição

Ao lado da construção naval, outro tema ganha força na pauta de 2027: a cabotagem. O transporte marítimo e fluvial de cargas entre portos brasileiros é apontado por especialistas do setor logístico como uma alternativa estratégica para reduzir custos e desafogar o transporte rodoviário de longa distância – um debate que dialoga diretamente com a vocação naval e fluvial da Amazônia. 

Ao ampliar seus eixos temáticos para tecnologia, inovação, segurança e sustentabilidade, a organização da TranspoAmazônia sinaliza que a cabotagem deve entrar como parte do diálogo sobre integração logística nacional, conectando a produção naval amazonense às rotas de cargas que ligam o Norte ao restante do País.

Feira maior, com espaço para inovação e grandes estandes

O crescimento não é só temático. Faltando dez meses para a edição de 2027, 60% dos estandes e espaços já estão comercializados. Eis um indicativo de que a feira deve superar em porte todas as edições anteriores. A meta é ambiciosa por superar a marca de R$ 1 bilhão em negócios gerados na edição de 2026. “O mercado amazônico tem um potencial gigantesco e ainda pouco explorado. A TranspoAmazônia nasceu para conectar quem produz com quem entrega. Em 2027 queremos ampliar esse diálogo, trazer mais investidores e mostrar que podemos crescer de forma competitiva e sustentável na região”, resume o presidente da Fetramaz.

Com construção naval no centro do palco, cabotagem entrando na conversa e uma estrutura física maior do que nunca, a TranspoAmazônia 2027 se posiciona como uma vitrine do transporte amazônico, mas principalmente um projeto de desenvolvimento regional construído a partir da água, a mesma que, há décadas, define a lógica de circulação, trabalho e economia na Amazônia.

Fonte: Press Comunicação

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