O Papel transformador do Arquiteto e Urbanista na sociedade contemporânea

O dia 15 de dezembro é uma data especial para os arquitetos e urbanistas no Brasil. Instituído pela Lei nº 13.627, de 16 de janeiro de 2018, o Dia do Arquiteto e Urbanista homenageia esses profissionais e celebra o legado de Oscar Niemeyer, cujo aniversário coincide com a data, além de marcar a fundação do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR).

Para a arquiteta e urbanista Melissa Toledo, o trabalho desses profissionais vai muito além do planejamento de edificações ou espaços públicos. “O papel do arquiteto e urbanista é profundamente social. Nós lidamos com a organização da sociedade civil, materializando a cidade com seus desafios, suas problemáticas, mas também suas oportunidades de transformação”, afirma.

Melissa destaca que a profissão possui mais de 300 atribuições, mas ressalta a relevância do urbanismo no contexto atual. “Quando falamos do urbanista, falamos do desenvolvimento urbano em sua totalidade — habitação, mobilidade, economia. E é nesse planejamento urbano que o arquiteto se torna um agente indispensável na interlocução entre a sociedade e as soluções para os desafios contemporâneos.”

Esses desafios incluem questões como sustentabilidade, qualidade de vida, segurança e inclusão social. “Hoje, a urbanização precisa ser pensada com um olhar abrangente. O arquiteto e urbanista lidera projetos que transcendem os espaços físicos, propondo soluções integradas às demandas sociais e valorizando o bem-estar humano”, explica Melissa.

Sua experiência na revitalização de espaços e edificações públicas, como a Matriz, em Manaus, é um exemplo prático de como o planejamento urbano pode resgatar a história e ao mesmo tempo promover a qualidade de vida. “A revitalização de um espaço histórico não é apenas sobre restaurar o que o tempo deteriorou; é sobre criar uma conexão entre o passado e o presente, promovendo pertencimento e bem-estar para as pessoas que ali vivem”, reflete.

No mundo contemporâneo, o arquiteto e urbanista precisa equilibrar as exigências do crescimento urbano com a sustentabilidade, buscando soluções que priorizem o coletivo. Como Melissa aponta, “a cidade é uma materialização da sociedade, e cabe a nós, arquitetos e urbanistas, torná-la mais humana e sustentável.”

Neste 15 de dezembro, ao celebrar o Dia do Arquiteto e Urbanista, fica a reflexão sobre o impacto desse trabalho na construção de cidades mais justas, inclusivas e capazes de atender às necessidades de um futuro que exige inovação e responsabilidade social.

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