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FINA barra transgêneros que tiveram puberdade masculina

Foi anunciada pela FINA (Federação Internacional de Natação) uma nova política de participação de atletas transgêneros em competições da modalidade. A restrição, que entrou em vigor nesta segunda-feira, proíbe que atletas que passaram pela puberdade masculina, ou seja, completaram sua transição de gênero após os seus 12 anos de idade, não possam competir em provas internacionais femininas.

O argumento da FINA, dito por James Pearce, porta-voz do presidente da entidade, Husain Al-Musallam, em entrevista à agência de notícias AP, é que as vantagens físicas, por causa dos hormônios masculinos, podem causar disparidade na competição: “Isso não quer dizer que as pessoas são encorajadas a fazer a transição aos 12 anos. É o que os cientistas estão dizendo, que se você faz a transição após o início da puberdade, você tem uma vantagem, o que é injusto. Eles não estão dizendo que todos devem fazer a transição aos 11 anos; isso é ridículo. Você não pode fazer a transição até essa idade na maioria dos países, e espero que você não seja encorajado a fazer isso. Basicamente, o que eles estão dizendo é que não é viável para pessoas que fizeram a transição para competir sem ter uma vantagem”.

Lia Thomas, nadadora trans americana que disputa competições universitárias nos Estados Unidos, planejava disputar uma das vagas para os Jogos Olímpicos de Paris, que serão realizados em 2024, e não quis comentar sobre a nova regra.

Anne Lieberman, diretora da Athlete Ally, organização sem fins lucrativos que advoga pelos direitos dos atletas LGBTs, afirmou que a decisão não está de acordo com os critérios utilizados pelo COI (Comitê Olímpico Internacional), definidos em 2021: “Os novos critérios de elegibilidade da Fina para atletas transgêneros e atletas com variações intersexuais são profundamente discriminatórios, prejudiciais, não científicos e não estão alinhados com a diretriz do Comitê Olímpico Internacional de 2021 sobre justiça, inclusão e não discriminação com base na identidade de gênero e variações de sexo. Os critérios de elegibilidade para a categoria feminina, conforme estabelecido na política, policiam os corpos de todas as mulheres e não serão aplicáveis sem violar seriamente a privacidade e os direitos humanos de qualquer atleta que pretenda competir na categoria feminina”.

Publicado por Yahoo

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