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Bella Campos, a Muda de ‘Pantanal’, lembra dia em que tentou ficar calada e celebra personagem, agora com texto para decorar

Muda, vejam só, é uma tagarela! Na última terça-feira à noite, em meio à arrumação das malas horas antes de embarcar novamente para o Pantanal (MS) em outra temporada de gravações da novela das nove, Bella Campos teve uma longa conversa com o EXTRA por videochamada. Natural de Cuiabá (MT), ela estrearia como atriz no ano retrasado, como protagonista de “Malhação: transformação”, produção que foi cancelada. Mas logo fez novos testes e ficou entre o papel de Filó jovem (feito por Leticia Salles) e o de Rute, mais conhecida como Muda, em que tem brilhado na trama de Bruno Luperi. Entre os assuntos abordados na entrevista, Isabella Karolina de Campos Siqueira Carmo, de 24 anos, contou curiosidades, como o dia em que tentou ficar calada e não conseguiu; comentou os memes e a nova fase de sua personagem, com texto para decorar; e se surpreendeu positivamente com a torcida do público por um casal lésbico no horário nobre, formado por Muda e Juma (Alanis Guillen).

Outras profissões

“Mudei para Florianópolis (SC), com minha mãe, aos 15. Eu trabalhei em uma farmácia, e lá tinha um rapaz surdo e mudo muito inteligente! Com 16 anos, fui funcionária de uma pet shop e, com 19, da cafeteria de um teatro. Sempre tive facilidade de comunicação e era incentivada pelas pessoas a tentar algo como atriz, mas eu mesma não acreditava ser possível. Comecei a atuar em campanhas como modelo, e assim foi acontecendo. Comentam que eu, produzida, fico muito diferente da TV. Adoro não precisar me produzir toda para ‘Pantanal’. Chego dez minutinhos antes da gravação, coloco a roupinha simples e passo protetor solar. Estou pronta”.

Exercício de ficar calada

“Teve um dia, antes de começar a gravar a novela, em que me propus o exercício de ficar calada o tempo inteiro. Logo de manhã, fui ao salão. Cheguei, indiquei ao cabeleireiro que queria uma escova no cabelo, só por meio de gestos. Mas ficou horrível, muito mal feito. Minha vontade era reclamar com ele, discutir, mas paguei e fui embora com raiva. Quando cheguei em casa, não aguentei. Precisei desabafar e desandei a falar para colocar a revolta pra fora. Meu plano foi por água abaixo (risos)”.

Nova fase, falante

“Eu gosto de falar e falo bastante. Nem mau humor matinal eu tenho, já acordo querendo conversar (risos). Fiquei muito feliz quando chegou essa nova fase da Muda. A galera brincou que eu teria mais trabalho, porque começaria a decorar texto. Gente, pra mim foi muito mais trabalhoso quando ela não tinha falas! Eram duas missões: criar a mensagem e transmiti-la. Eu escrevia no roteiro o que ela diria naquele momento para me orientar, não me esvaziar em cena. Muda floresceu quando chegou na fazenda. Ela admira a Filó, eu admiro a Dira (Paes), mulheres fortes. E lá minha personagem começa a ter uma vida. Até então, na tapera, era só essa coisa da vingança. Ela ganha um vestido, prende o cabelo para trabalhar na cozinha, começa a cultivar uma vaidade por causa dos olhares que desperta dos peões”.

Memes

“Vi o tuíte de um cara falando que a amiga desistiu do teste para um papel que não tinha falas e depois descobriu que era o da Muda. Não pode ser verdade isso… A primeira coisa que me veio à cabeça foi ‘Mas a Muda tem tantas falas!’ (risos). Também achei graça do ‘Muda gravando áudio’. Curioso, eu não pensava nela como muda, simplesmente. Leio a personagem por um viés tão complexo, que o apelido nem me chamava atenção. Só agora, com o surgimento dos memes, é que tenho me ligado nisso. Antes de a novela estrear, chegaram a questionar na internet por que não escolheram uma atriz com deficiência auditiva e na fala para o papel, por conta da representatividade. Depois, acho que entenderam que não era o caso”.

Nativa do Pantanal

“Eu nasci e cresci em Cuiabá, no Mato Grosso. Lá tem o Pantanal do norte, com plantações de soja, um pouco diferente do sul, onde a agropecuária é mais forte. Mas é o mesmo clima, os animais… Não estranhei nada. E foi ótimo ter começado as gravações lá e não nos Estúdios Globo, voltar lá agora para mais cenas… Por mais que a gente imagine, é totalmente diferente estar no lugar. Lembro que treinei a chegada da Muda na tapera aqui no Rio, mas a cena não saía. Tinha uma parede branca na minha frente, difícil se inspirar. Essa foi a primeira cena que gravei quando cheguei ao Pantanal. Lá, tudo fluiu. Eu só precisava estar lá”.

Amizade com Alanis Guillen

“Lá no Pantanal, eu e Alanis dividimos o mesmo quarto na fazenda que nos hospedou. Isso foi superimportante para a nossa conexão. Agora, no Rio, a gente mora no mesmo prédio, mas não consegue se ver tanto. Ela está gravando mais com o Jesuíta (Barbosa, intérprete do Jove), e eu mais na fazenda. Mas a gente se falou por mensagem sobre como está legal ver essa sintonia em cena de Juma e Muda”.

Juma e Muda como casal

“Eu, Bella, acho que seria muito interessante um casal LGBTQIAP+ como protagonista. Muda é muito sedutora. Pra conseguir o que quer, seduz quem for preciso, manipula, se faz de coitadinha. É uma personagem que tem várias dentro dela. Quando Juma descobre que a ‘amiga’ fala (no capítulo desta quinta-feira, 12), Muda dá seu jeito de se explicar e ficar bem na situação, embora a outra comece a ficar desconfiada. Mas sobre o ‘ship’ da galera, fico feliz que exista esse olhar. A provocação é boa por duas questões: primeiro, é sinal de que eu e Alanis realmente estamos conectadas em cena; depois, que bom que o público pensa na possibilidade de ver um casal de mulheres na novela. Esse tipo de amor existe no mundo, na vida real, não dá mais para ignorar”.

Amiga da onça

“Na vida, tenho um instintozinho de onça. Quando alguém começa a ter umas atitudes esquisitas, já corto. Ninguém vira uma chave de uma hora pra outra, as pessoas vão demonstrando sinais. E eu sou muito atenta com quem está ao meu redor”.

Desejo de vingança

“Eu sempre vou defender a Muda (risos). Acho que quando você passa por um trauma muito grande, se não coloca pra fora, ele se sobrepõe a tudo, vai ser pra sempre o fio-condutor das suas atitudes. Muda realmente acredita que tem que se vingar, foi muito machucada pelo assassinato do pai. É claro que eu entendo que não é assim que se resolve as coisas, matando pessoas. Esse, na verdade, não é nem um desejo legítimo da Rute, mas cultivado pela mãe dela. Eu acho é que Muda precisava de uma boa terapia. Eu faço há dois anos e sou mais feliz por isso. Mas, como sei que ela não tem acesso a isso, acolho os sentimentos dela”.

Assédio sob discussão

“Muda vê Tibério (Guito) como um pai, um protetor. Com Levi (Leandro Lima), vai ser mais atração física, tesão. No triângulo amoroso que vem aí, a gente vai falar sobre assédio, sobre relação tóxica. É importante alertar que a culpa nunca é da vítima, que não é não, que é preciso denunciar”.

Publicado por Yahoo

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